Há quem deseje uma vida reta.
Sem dobras.
Sem reentrâncias.
Sem surpresas.

Mas a beleza da existência está justamente nas curvas.

Essa obra, feita de tecidos que se entrelaçam e ondulam, nos lembra que viver é se permitir dobrar.
Acolher os desvios.
Curvar-se diante do inesperado.
Flexionar quando o mundo endurece.

Cada dobra, cada contração, carrega uma história:
Um luto, uma virada, uma escolha.
Um amor que chegou.
Um plano que não aconteceu.
Um recomeço forçado — e sagrado.

Não há rigidez aqui.
Há ritmo.
Como o da respiração. Como o das marés.
Como o do próprio coração.

O tecido da vida não é liso — é costurado com altos e baixos.
Com leveza e tensão.
Com o que prende e com o que liberta.

 

E é justamente nessas voltas que o olhar se detém.
É nelas que mora a beleza.
É nelas que mora a profundidade.